Arthur Conan Doyle

(1859 - 193O)

Conan Doyle cujo nome repercute por todo o mundo, é um dos escritores mais lidos da moderna literatura inglesa. O poder extraordinário de sua imaginação, a comunicabilidade natural do seu estilo, a espontaneidade de suas criações fizeram dele um escritor universal, admirado e amado por todos os povos. Sua vasta obra literária compreende a série Sherlock Homes, a série Ficção Histórica e a série Contos e Novelas Fantásticas. Não obstante, o famoso precursor dos métodos científicos de pesquisa policial foi também um historiador, tendo escrito obras como "The Great Boer War" e "History of the British Campaign in France and Flanders".

Conan Doyle foi ainda um dos maiores e mais lúcidos escritores espíritas dos últimos tempos, em todo o mundo, revelando admirável compreensão do problema espírita em seu aspecto global, como ciência, filosofia e religião. Vemos, assim, que há mais duas séries de obras - a de história e a de espiritismo - que podem ser consideradas como os afluentes diretos deste verdadeiro delta literário da vida de Conan Doyle, que é a "História do Espiritismo". Neste livro, realmente, todas as qualidades do escritor e do homem estão presentes.

Nele confluem os resultados de todos os seus estudos, de todas as suas experiências. Nessa obra ele lembra que os fatos espíritas existiram desde os tempos mais remotos, e que os espíritas ingleses e americanos costumam indicar como a data inicial do movimento moderno a de 31 de março de 1848, que assinala o episódio mediúnico de Hydesville. Prefere, entretanto, começar a sua história por Swedenborg, considerando que uma "invasão pode ser precedida pelos exploradores de vanguarda". Reconhece assim, a existência de uma época, a que podemos chamar de pré-história do Espiritismo, com os fatos da Antigüidade e da Idade Média, e uma época de preparação do advento do Espiritismo, já nos tempos modernos. Nessa época aparecem os patrulheiros, os elementos que exercem a função de pontas-de-lança, os que efetuam uma espécie de reconhecimento do terreno e de preparação da "invasão organizada" que viria logo mais. Essa concepção de Conan Doyle está de pleno acordo com as explicações que os espíritos deram a Kardec, a respeito do assunto.

Em "História do Espiritismo" Conan Doyle faz justiça a Swedenborg, a Eduardo Irving, a André Jackson Davis, "o profeta da nova revelação", as irmãs Fox, cuja dolorosa história é contada nessas páginas de maneira compreensiva e ampla, e a seguir historia a propagação do movimento espírita nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Itália e nos demais países, dedicando várias páginas a médiuns notáveis como Home, os irmãos Davenport, Eddy e Holmes, Slade, Eusápia Palladino e outros.

Acompanha o interesse pelos fatos espíritas nos meios científicos, a realização das grandes experiências de repercussão mundial, como a de Crookes, e trata por fim, do papel do Espiritismo em face da guerra, do seu aspecto religioso e das descrições do Além pelos espíritos. Temos, assim, uma obra monumental sobre o Espiritismo e o movimento espírita, escrita por um dos mais notáveis autores do nosso tempo.

Conan Doyle foi assim uma estrela de grande magnitude na brilhante constelação do Espiritismo.

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